Muitos pacientes procuram a cannabis medicinal depois de já terem passado por diferentes tratamentos. Isso significa que, com frequência, a cannabis entra em uma rotina que já inclui outros medicamentos.
Por esse motivo, falar sobre interações medicamentosas é essencial.
Interação medicamentosa acontece quando uma substância interfere no efeito de outra. Isso pode aumentar a ação de um remédio, reduzir sua eficácia ou elevar o risco de efeitos adversos.
No caso da cannabis medicinal, essa atenção é especialmente importante com produtos ricos em CBD, produtos com THC e pacientes que fazem uso de vários medicamentos ao mesmo tempo.
O CBD pode interferir em enzimas do fígado envolvidas no metabolismo de diversos fármacos. Isso não significa que ele seja perigoso para todos os pacientes. Significa que precisa ser avaliado dentro do contexto clínico de cada pessoa.
Alguns grupos exigem atenção especial, como pacientes que usam anticonvulsivantes, anticoagulantes, antidepressivos, ansiolíticos, sedativos, medicamentos para dor, remédios metabolizados pelo fígado e tratamentos com potencial de afetar enzimas hepáticas.
Um exemplo conhecido envolve o uso de CBD com alguns medicamentos neurológicos, como valproato e clobazam. Dependendo da combinação, pode haver maior risco de sonolência ou alterações em exames hepáticos, o que torna o acompanhamento médico e laboratorial ainda mais importante.
Além das interações no fígado, também existem interações de efeito.
Por exemplo: se um paciente usa medicamentos que causam sonolência, a cannabis pode potencializar esse efeito em alguns casos. Isso pode impactar equilíbrio, atenção, direção, risco de queda e segurança no dia a dia.
Por isso, nunca esconda do seu médico que está usando cannabis medicinal. Também não inicie por conta própria caso você já use outros medicamentos.
A informação completa ajuda o profissional a ajustar dose, escolher o produto mais adequado e definir se exames de acompanhamento são necessários.
Outro ponto importante é informar suplementos, fitoterápicos e produtos naturais. Eles também podem interferir no metabolismo de medicamentos.
Pacientes idosos, crianças, pessoas com doenças hepáticas, pacientes neurológicos e pessoas que fazem uso de muitos medicamentos precisam de atenção ainda maior.
O papel da Liva na segurança do tratamento
A Liva entende que segurança é uma parte central do tratamento com cannabis medicinal.
Por isso, reforçamos sempre que o paciente deve informar ao médico todos os medicamentos que utiliza, incluindo remédios de uso contínuo, suplementos e fitoterápicos.
Muitos pacientes chegam à cannabis medicinal depois de uma longa jornada com outros tratamentos. Nesses casos, o cuidado com interações medicamentosas é ainda mais importante.
Como associação, a Liva ajuda o paciente a se preparar melhor para a consulta, entender os riscos, organizar informações importantes e seguir o tratamento com mais consciência.
O objetivo não é substituir o profissional de saúde, mas fortalecer a jornada do paciente com orientação e responsabilidade.
Conclusão
A cannabis medicinal pode ser uma aliada em muitos tratamentos, mas deve ser inserida com responsabilidade.
Segurança começa com transparência entre paciente e profissional de saúde.
Se você já usa medicamentos e quer entender se a cannabis medicinal pode fazer sentido para o seu caso, procure orientação profissional antes de iniciar o tratamento.
Para saber mais sobre cannabis medicinal e entender caminhos de acesso com segurança, acompanhe os conteúdos da Liva ou entre em contato com a associação.





